AERONAVE LEVE WEGA FG

REV. 01/09/2017

 

DESCRIÇÃO GERAL:

Aeronave de asa baixa, empenagem convencional, cabine para dois ocupantes lado a lado, trem de pouso fixo, conjunto moto propulsor instalado no nariz, construção em compósito.

 

CARACTERÍSTICAS GERAIS DO WEGA FG:

-Desempenho elevado na sua categoria;
-Trem de pouso fixo;
-Boas características de vôo acrobático;
-Boa velocidade de cruzeiro;
-Excelente manobrabilidade;

-Construído em compósito, com elevado acabamento;
-Uso de materiais de ponta; Fibra de carbono, fibra vidro de alta tecnologia e matriz epóxi;
-Alta qualidade de dimensionamento;
-Potencia de motorização entre 100hp a 160hp;
-Facilidade de manutenção;
-Conforto e ergonometria;
-Design moderno;

 

ASA

A asa em forma trapezoidal tem uma razão de afilamento de 0.5 com um perfil de maior espessura na raiz para aumentar a resistência da caixa de torção junto à raiz da asa.
São usados perfis laminares porque o avião é todo confeccionado de materiais compostos em moldes com excelente acabamento superficial e dimensional.
Na raiz tem o perfil NLF (1)-0215F (natural laminar flow), que apresenta um bom coeficiente de sustentação com baixo arrasto e momento pequeno, e na ponta o perfil Wortmann FX-62-K-131, com um ângulo de stol maior que o NLF e um arasto menor.

A diferença de stol destes dois perfis provoca uma torção aerodinâmica de -2º, mais uma torção geométrica de -2º somando um total de -4º para um stol suave e gradual começando junto à raiz da asa.

Para voo cruzeiro os flaps e os ailerons são defletidos em 10 negativos, ambos os perfis são projetados para isso.

É construída em uma única peça, com dupla caixa de torção, confeccionada em materiais compostos no sistema sanduíche, com matriz epóxi e reforço em fibra de vidro e carbono, com enchimento em espuma rígida de PVC divinicell* moldada no sistema de infusão a vácuo.

A longarina principal da asa é construída em forma de “I” em uma única peça (sem emendas na secção central) utilizando espuma rígida de PVC divinicell* na área de compressão toda laminada em fibra de carbono com matriz epóxi

A longarina posterior da asa é construída em fibra de carbono com matriz epóxi, usando espuma rígida de PVC divinicell* na área de compressão.

As nervuras são em espuma rígida de PVC divinicell*, revestidas por laminação de fibra de vidro com matriz epóxi.

A fixação da asa na fuselagem é feita através de sedes ancoradas na fuselagem, nas quais as longarinas da asa se encaixam por baixo e são fixadas com parafusos 10 mm.

 

FUSELAGEM

Construída em materiais compostos no sistema sanduíche com matriz epóxi, e reforço em fibra de vidro e carbono, com enchimento em espuma rígida de PVC divinicell*, moldada no sistema de infusão a vácuo, com excelente acabamento superficial e dimensional. As cavernas são de divinicell* laminadas com fibra de vidro.

O cone de cauda tem tensores de fibra de carbono fundidos no sistema de sanduíche.

A deriva é parte integrante da fuselagem moldada em uma única peça, com longarinas construídas em fibra de carbono, usando como material de compressão espuma rígida de PVC divinicell*.

 

EMPENAGEM

Utiliza perfil NACA 64-A-012

Estabilizador, profundor, compensador e leme são construídos em materiais compostos no sistema sanduíche, com matriz epóxi, e reforço em fibra de vidro e carbono, com enchimento em espuma rígida de PVC divinicell*, moldada no sistema de infusão a vácuo, com excelente acabamento superficial e dimensional.

As longarinas são construídas em fibra de carbono com matriz epóxi, usando como material de compressão espuma rígida de PVC divinicell*.

As nervuras são em espuma rígida de PVC divinicell*, laminadas com fibra de vidro.

A montagem do estabilizador horizontal é feita cruzando as longarinas verticais e horizontais, unidas com resina/flox e parafusos.

 

SISTEMAS DE COMANDO

Todas as superfícies de comando são balanceadas

As superfícies de comando são construídas em materiais compostos no sistema sanduíche, com matriz epóxi, e reforço em fibra de vidro e carbono, com enchimento em espuma rígida de PVC divinicell*, moldadas no sistema de infusão a vácuo, com excelente acabamento superficial e dimensional.

As longarinas são construídas em fibra de carbono com matriz epóxi, usando como material de compressão espuma rígida de PVC divinicell*. As nervuras são de espuma rígida de PVC divinicell*, laminadas com fibra de vidro.

Os ailerons tipo frize são acionados por tubos de alumínio 6061-T6 com unibol, guinhois em aço inox 304, rolamentados e dobradiças em aço inox 304 com buchas de UHMW plástico de alta tecnologia.

Os flaps tipo convencional, acionamento elétrico, através de tubos de aço inox 304 com unibol e dobradiças em aço inox 304 com buchas de UHMW plástico de alta tecnologia.

O profundor é acionado por tubos de alumínio 6061-T6 com unibol, através de guinhois rolamentados em aço inox 304 e dobradiças de aço inox 304 com buchas de UHMW plástico de alta tecnologia.

O compensador do profundor é atuado eletricamente através de motor especifico.

O leme é acionado por pedais duplos e ajustáveis, através de cabos de aço inox flexíveis, conduzidos por roldanas fenólicas rolamentadas.

 

TREM DE POUSO

Triciclo fixo, construído em fibra de carbono com matriz epóxi.

Trem principal com freio a disco, acionamento individual através da parte superior dos pedais, roda de alumínio com pneus 5.00-5.

Bequilha comandada pelos pedais com roda de alumínio e pneus 5.00-5.

 

CABINE

Para dois ocupantes dispostos lado a lado semi-sentados, com duas portas laterais tipo gaivota com vedação em borracha e área “envidraçada” de plexiglass.

Largura interna máxima da cabine 1,08 metros

Boa ergonometria, com comandos duplos inclusive o freio e pedais reguláveis em vôo.

Ventilação através de duas entradas NACA nas laterais da fuselagem.

Pára-brisa em plexiglass de 6 mm de espessura com sistema de desembaçamento.

 

 INSTRUMENTOS

A aeronave básica é equipada com dois Dynon Skyview 10” completos: Dois ADHARS dois GPS, monitoramento completo do motor 4 EGT 4CHT temperaturas, pressões, Manifould, RPM, computador de combustível, piloto automático, radio Dynon e transponder Dynon classe1 integrado ao sistema. Módulos dedicados de controle do Piloto Automático, altimetria, baro, rumo e intercom.

Mais os seguintes instrumentos analógicos: velocímetro, altímetro, velocidade vertical, bússola, indicadores de temperatura e pressão de óleo, não elétricos.

 

GRUPO MOTOPROPULSOR

As opções de motores podem ser de 100 até 160 HP, com peso variando de 80 a 130kgs.

Motor Rotax de 100hp a 135hp

Motor lycoming de 115hp a 160hp

Motor continental 115hp a 160hp

A hélice não pode ser maior que 72 polegadas = 1,83 metros e deve ser adequada ao motor escolhido.

 

SISTEMAS DIVERSOS

Sistema de combustível: Possui uma seletora, uma bomba elétrica (buster) um medidor de fluxo, um gascolator com dreno, uma bomba mecânica e dois tanques de 80,0 litros consumíveis localizados no bordo de ataque da asa, cada tanque possui um, bocal de abastecimento, medidor capacitivo de volume, respiro, dreno e reservatório de dois litros não consumíveis.

Sistema pneumático: Possui um pitot com medidor de ângulo de ataque instalado no intradorso da asa esquerda e duas tomadas estáticas nas laterais da fuselagem.

Sistema elétrico: Possui um gerador de energia elétrica (alternador), ligado a uma bateria e esta ligada a os circuitos através de “breaks”, disjuntores termo magnético.

Sistemas de antenas: Possui uma antena de comunicação VHF, e outra para o transponder, ambas embutidas nos laminados de fibra.